Também não quero me achar, vejam bem, me entendam.
Eu tenho váááárias tchutchucas 'arroladas' (sempre achei essa palavra feia pra caceta, mesmo depois de saber que ela é igual a 'pertencer ao rol de', enfim) no orkut, aqui no blog, no twitter; que me acham o máximo (hahaha, me siiintoooo); mentira, verdade é que:
*algumas acham que eu sou guerreira, como é que consigo dar conta de tudo, dos filhos-marido-et coetera (oi?,tive 2 anos de latim na faculdade e só lembro disso); e como consigo fazer isso e ainda ter um blog, e como consigo ter uma cara disposta, e sair com os mininutudo sem ajuda, e tantas outras coisas que, bem, é tudo verdade, heheheh.
Olha sóam, manjas aquele ditado "atrás de um grande homem sempre tem uma grande mulher"(sem querer concordar, discordar ou muito pelo contrário com o 'atrás')?
Então, ao lado da mãe de quatro (oi? infinito) tem um Gomes que se mata de trabalhar; crusives tá passando a semana em Sampa; pra proporcionar o de melhor pra sua família.
Por "o de melhor" entende-se, entre outras coisas, uma ajudante. Que, verdade seja dita, não me ajuda não; faz tudo mesmo.
A Raquel veio parar aqui em casa de uma forma meio torta, resumindo: eu tinha conversado com uma moça que aia começar a trampar (/linguagem mano MODE ON)aqui numa segunda-feira; domingo de noite ela me liga dizendo que sua mãe fora internada e que não poderia mais vir tão cedo.
E como eu não podia mais ficar sem alguém aqui, essa moça me indicou a Raquel. Num fim de semana ela veio falar comigo (no dia do meu chá de bebê) e começou na segunda-feira já.
Logo, há quase 3 meses essa santa menina faz de um tudo aqui em casa, enquanto em cuido do Bruno totalis e queimo a mufa com o resto. Sim, porque pra mim só sobrou queimar a mufa.
Então, como podem ver, não é que tenho super-poderes que dou conta de tudo, é porque meu super-marido-Gomes paga a super-Raquel, entende(/Pelé MODE ON)?
Claro que ainda assim fico meio corrida, haja visto que um bebê pequeno requer certos cuidados, e tem hora que preciso dormir. Fora que queimar a mufa, amigô, nem te conto. Aliás, conto sim vai, tô aqui pra isso.
Além de detalhes a lembrar (ligar no Banco pra mudar a data de vencimento da parcela do carro, ligar na Naza pra marcar a apresentação do Bruno, lembrar de ver o dia das consultas dos meninos, qual o dia da vacina deles mesmo?, carregar cartão do passe escolar do Matheus etc) tem ainda o andamento da casa:
*o que fazer de almoço e janta? Tem que tirar do freezer na véspera; onde a Raquel pode melhorar o que vem fazendo etc. (Parece tãããão patroinha né, tão amélia. Mas tem que ter alguém pra pensar nisso).
*Lanche dos meninos; tem tudo em casa?
*Contas a pagar.
Tem também a parte MAIS trabalhosa, que é cuidar dos mininutudu. E é isso que me suga tooooodas as energias, nem tanto físicas, mas emocionais e picológicas. T-O-D-A-S.
O Matheus tá numa fase ingrata (pra mim): o centro do mundo é seu umbigo, logo, os esforços dele são só pro bem dele. E tem coisas que são pra ele também que ele acha que eu e/ou Gomes tem que fazer. Fora que, ficar em casa nada né; sair com a família nada também né. Mimata. Mesmo.
O Daniel... Ah, Ganesha, o Daniel.
Como já disse, ele teve alta da psicóloga sabe. Mas olha, que difícil.
Eu ando sem paciência com as coisas todas, e isso influencia direto nele. É só ver: quando ele começa a gaguejar. E essas duas últimas semanas tá complicada a coisa. Porque é o seguinte: quanto mais ele gagueja, mais irritada eu fico, quanto mais irritada eu fico, mais ele gagueja! E vou te contar, não dá sequer pra concluir um pensamento, uam frase (lida ou escrita), uma tarefa; nada, porque ele não dá um espaço. TUDO sou eu. Ele narra os desenhos e os comerciais em alta voz pra mim e eu TENHO que prestar atenção e interagir, porque é assim que é o 'tratamento', e é assim que deve ser.
Só que, quando ele gagueja, isso leva o dobro, o triplo do tempo, e não posso mostrar irritação, nervoso ou pressa, porque isso faz com que ele regrida.
Então imagina, o tempo que ele passa em casa comigo, TODO o tempo, ele falando e gaguejando em alta voz, e o que eu estiver fazendo, não importa o que, ter que parar pra prestar atenção. Esse post mesmo, já parei N vezes pra ele. É difícil à beça, porque irrita de uma forma desumana (cada um tem seu limite, esse é o meu, esticado), e no auge da irritação me vem à cabeça que ele é uma criança, que EU sou responsável por ele e pela sua saúde, que depende exclusivamente de mim o fato de ele gaguejar ou não (pelo menos enquanto ele está comigo, quase o tempo todo), e junto com a irritação no grau máximo vem uma culpa e uma ternura por ele que só quem é mãe sabe do que eu falo. É muito duro, um exercício diário de ver até onde vai meu saco, e de perceber que a cada dia ele estica um pouco mais.
Só de ver o esforço que ele faz pra falar, parece que é uma coisa tão difícil... Me corta o coração mil vezes! Daí eu vejo que tenho mais é que segurar a minha onda pra ser mãe pra ele.
E Deus sabe quantas vezes eu choro por isso.
O Artur, tadinho, é o que menos dá trabalho. Até ele ficar bravinho né, porque menino bravo é uma coisa, hehhe... Agora deu de morder o Daniel. Pensa.
E o Bruno Piu-Piu... Tá gripadão de novo. Tava melhorando até semana passada, agora parece que tá voltando tuuuudo... Tá tossindo muito e soltando muito leite. De noite acorda com a tosse, todo choroso.
Tudo isso tudo é meu trabalho, sem contar (mas me importando da mesma maneira) o Gomes e eu, separadamente e juntos.
Well, se você chegou até aqui, parabéns; você pode concorrer ao troféu Paciência 2009 comigo, hohoho. E eu nem sei mais o que escrever e como terminar este post, haja visto que Artur levou um tombo agora e me desconcentrou, hehehe. Fui.
Ah sim, quanto a minha cara bem disposta, bem, eu uso Renew. Rá.






















