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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O saco de lixo.

*Ontem, quando tava saindo pra buscar os meninos na escola, resolvi já botar o lixo pra fora. Porque é assim: tem vezes que o caminhão de lixo passa mais cedo, tem vezes que passa mais tarde. E como eu chego em casa umas sete mesmo, podia perder o caminhão (veja bem a preocupação da dona-de-casa: não perder a hora do lixeiro). E também porque eu gosto de antecipar as coisas, quando posso. Pensei: "ah, vou chegar exausta, pode estar chovendo, daí vou ter que correr na chuva pra botar o lixo lá fora etc". Sabe. Eu me amo muito quando antecipo algo e isso faz a maior diferença na organização do meu tempo em casa.

Daí, pra facilitar pra mim mesma (me amo por isso também), botei o saquinho de lixo dentro do carro pra deixar na cestinha na calçada.

Quem disse que eu lembrei de tirar o lixo do carro?

Pus o carro pra fora, fechei o portão e fui, bela e formosa, buscar os meninos.

Quando tava no meio do caminho, senti um cheirinho estranho. PQP! O lixo no chão do carro, do lado do passageiro.

Me subiu um calor (a pessoa fica nervosa por causa dum saco de lixo, repare) e, como estava indo pela cidade, não pela estrada, comecei a "paquerar" todas cestas de lixo que via pelas calçadas. Sabe quando você está na rua, apertado pra fazer um xixi maneiro, e fica olhando com desejo pros estabelecimentos, pensando em como serão os banheiros, se dá pra usá-los, enfim? Pois então.

Não, meu saquinho de lixo não tinha todo esse glamour.


Daí eu pensava "acho que vou dar uma paradinha na meio-fio e deixar meu saquinho de lixo na cesta alheia." Mas daí eu via os carros vindo atrás, e as pessoas na calçada e pensava "mas o que que esse povo vai achar duma louca que para o carro e bota o lixo na cesta dos outros?" e continuava o caminho.

Num sinal fechado, pensei "será que se eu jogar o saquinho de lixo aqui nesse canteiro vai ficar muito feio?" veja que, no desespero (a pessoa de DESESPERA por causa dum saco de lixo), a gente pensa nas piores coisas. Daí eu pensava "já pensou se o povo faz DNA do meu lixo e vai bater na porta de casa pra me dar esporro por eu ter jogado lixo no canteiro? E se tiver uma câmera me seguindo, tipo daquele quadro um da Regina Casé, que tinha no Fantástico há um tempo atrás, que flagrava as pessoas jogando papel no chão etc? E se for pegadinha do Mallandro; IÉ IÉ?"

TE JURO. Devo ser doente, só isso explica.

Sei que cheguei na escola com o saquinho de lixo dentro. do. carro.

Desci, peguei as crianças todas e, na hora que eu tava botando os meninos pra dentro, percebi que tinha estacionado o carro bem pertinho da lixeira da outra escola em frente. E não tinha viv'alma perto.

*faz dancinha*

Discretamente, peguei meu lixinho, botei na cesta alheia e voltei pra casa toda contentinha.


*Só tô contando esse causo divertidinho pra não falar que hoje cedo chorei baldes quando fui deixar Matheus na porta da Black Bridge. De hoje em diante, o menino mora em Jaguariúna (cidade perto daqui) e vem pra casa aos finais de semana. Me abraça? OPA! Já falei! =oP

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Mãe véia?

*O Dani ganhou do pai, quando estávamos em Arraial, um skate pequeno, daqueles de dedo, o fingerboard.

Daí que tem um comercial num canal aí de uma marca desses skatinhos. E os meninos só chamam o brinquedo pelo nome da marca, que é Tech Deck.

Um dia, o Bruno veio me pedir o skatinho assim: "MAMÃE, hduvevgduvsehqueite?"
Eu, que só entendi o final, perguntei "Você quer leite?"
*vitrooola*
Ele riu um risinho muito fofo e disse "NÃO, hdgwygc TEC TEC"
Então eu entendi e peguei o brinquedinho pra ele.

Hoje tava o brinquedo no chão, daí eu comecei "Bruno, ó o tec tec no chão!"

O Dani, muito malinha, falou "Mamãe, não é tec tec, é tec dec!"

Eu não entendi direito "Bruno, vem pegar o tec tep!"

Dani "Não, é tec tep, é tec dec!"

Daí eu vim pro gugôu procurar o nome certo do troço, pra falar direito, né.

Tô me sentindo as vós que chamam orkut de 'iorgut'.

Blé.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

As minas de peso.

*Na verdade, o nome do post é pra fazer propaganda do blog Bonde dos Pontinhos. As minas mais totosas da timeline magnética estão numa força conjunta pra ficarem ainda mais gostosas #jabá. Passa lá pra ver essas garotinhas do barulho aprontando altas confusões. Aproveita e *momento faça o que eu digo e não o que eu faço* comenta.

*Isso me lembra que, quando eu tinha uns 20 anos e trabalhava digitando fichas de cadastro pra obter uma linha de celular (idade da pedra) na Telesp Celular, estava conversando com uma colega de serviço sobre peso. Eu dizia que meu problema era ganhar peso, pois emagrecia muito facilmente.

Ela já tinha uns 40 anos mais ou menos, e me disse "na sua idade é fácil manter o peso; quando chegar na minha idade você vai ver. Quando eu tinha 20 anos era magrinha como você, olha agora". Ela nem era gorda, vai, mas tinha uma barriga e tava meio sem cintura. E achou um absurdo quando eu falei que tinha que tomar estimulador de apetite pra ter fome e comer.

Pois é.

Sabe que depois que o Bruno nasceu, ficou uma pochete, que só faz se estabelecer e crescer. Você me pergunta "mas quedêeeee?" e eu te respondo que sei que tipo de roupa usar pra não aparecer.

Outra coisa que notei é que engordei. Meu peso normal era de 52 a 57 kgs, chegando a 72 na gestação. Hoje eu fico entre 60 e 64. Não estou reclamando, veja bem, até acho que estou melhor, mas é que realmente o metabolismo dá uma mudada. E eu, que não presto mesmo, como o que quiser. Adoro doces e tudo de besteira. Mas eu percebo o que me pesa, faz mal, demora pra digerir. Mas não evito. =oP

Isso (de ter pochete, de ter consciência que o corpo tá mudando etc) não me incomoda MUITO. Se eu fosse mais neurótica cuidadosa, tava malhando, fazendo abdominal etc, e não sentando e comendo mermo. Mas né. Nem.


*E isso me lembra também que as famosas, coitadas, não tem direito de engordar, ter celulite, flacidez etc. Porque a mídia cai matando mesmo. E isso super contribui pra que nós, pessoas normais (por normais = não-famosas, sem photoshop, que não usam maquiagem sempre etc), fiquemos nos achando feiosas o tempo todo. Não que eu me ache, mas acho injusto isso.

A pobre da moça não pode ter celulite aos 7 meses de gravidez. Não dou conta.
Porque né. Que absurdo, grávida com celulite


Leave Kate Holmes alone! (UPDATE: é, tá feio e tá estranho mesmo. Mas não tem photoshop nos paparazzi, né)
Tá, ela tem $, pode mudar a coisa toda; mas é obrigada a ter a barriga lisa? Ela assinou contrato com essa cláusula? Eu hein.

(Aliás, a Pri Perlatti escreveu algo sobre a Katie Holmes aqui)

Deixa a moça ser feliz!


E aí, o que você acha?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O brigadeiro da meia-noite e outras paradas.

*Quarta foi um dia deveras estressante.

Bom, a manhã foi corrida como sempre, e eu tinha que sair pra levar os meninos pra escola 12.15, pra dar tempo de abastecer o carro e buscar minha caroninha (que mora aqui perto e estuda na mesma escola).

Quando deu 12.15, hora de sair, o Gomes (que está de férias) resolver por bem ajustar o estepe, que estava solto lá atrás. Foram 10 minutos. Ca-la-ro que atrasei.

Fui pro posto, já descabelada e apressadíssima. Pedi pra botar uma oncinha (cinquenta conto, quantia pra 2 dias) de gasolina. Quando o moço começou a colocar, fui lá pagar e a rede toda de cartões saiu do ar. Eu sem nada de dinheiro na bolsa, só com cartão.

Vou lá dentro da conveniência, onde também passam o cartão: "E agora, amigo, como eu faço?" "Ah, senhora, não sei não, tem que ver com os caixas lá de fora"

Vai a trouxa pro caixa lá de fora "E aí, como é que é?" "Ah, tem que ver com o outro caixa; o da bomba que a senhora abasteceu"

Já pê da vida, pro outro caixa "Escuta, ninguém sabe de nada, como eu faço pra pagar; tô atrasada, tenho 4 crianças pra levar pra escola do ooooutro lado da cidade, e aí?"

O coitado do moço reiniciou a máquina duas vezes pra ver se o sistema voltava, e o tempo passando, e eu ficando nervosa... nesse meio tempo chegou um golzinho bola com um som altíssimo, e eu já não tava boa "SEMPRE TEM UM CORNO SURDO, NÉ"; os frentistas se eentreolharam e riram; deviam estar pensando "coitada, descompensou".

Daí veio outro moço do posto, fez um tipo duma nota com meus dados pra eu assinar e pediu pra eu voltar depois e pagar. Pediu gentilmente se eu podia passar antes das duas da tarde, eu disse que sim e saí do posto quase meia hora depois.

Passei, peguei a caroninha e consegui chegar na escola em ciminha da hora.

Fiz a horinha na porta da classe do Bruno, até ele se sentir seguro e fui embora. Saí da escola uma e meia da tarde, pensando que ia ser moleza chegar no post antes da duas. Cê jura.

Abriram as jaulas dos caminhões lerdos e dos motoristas pelegos, na minha frente claro. Vim xingando pelas rodovias. Chegando perto do posto teve até velhinha atravessando a rua beeeeem devagar com o sinal aberto pra mim. Surreal. Mas ainda assim consegui chegar no posto cinco pras duas. E o sinal dos cartões estava cagado até eu chegar lá, creia. Quando o moço passou meu cartão o sistema voltou. QUANTOS PODEM DAR UM GLÓRIA A DEUS????

Cara, minha cabeça tá pastosa sabe, nem sei como foi minha tarde, só sei que peguei um mega congestionamento pra ir buscar os meninos e pra voltar. Trapo humano define.

Morrendo de sono, fui deitar. Conversando na cama com Gomes, só surgiram assuntos polêmicos, como mamilos. Mentira, vai, mas falamos sobre viagem de avião (medo), escola dos meninos e o trânsito que se pega pra ir pra lá (stress), dinheiro e a falta dele (mais um tico de stress) e outros assuntinhos levesNOT. Resultado: perdi o sono, fiquei agitada e, pra 'melhorar', tava de TPM.

"Ai, Jal, que vontade de comer doce!"

Onze e quarenta da noite tava a louca na cozinha fazendo brigadeiro. Fiz, deixei esfriar um pouco e, eu, Gomes e Matheus, degustamos dessa iguaria dos deuses: o brigadeiro da meia-noite.

Comi, aquietei e fui dormir.

Recomendo.


*Sassemana caiu dentinho do Dani, tá com uma janelinha bem na frente. *.*

*Amanhã é festa junina na escola hippie dos meninos.

*Amanhã é dia de viajar de avião. Oremos, né. Não sei se bebo ou se consumo dorgas pra aplacar o medo. Tá, não vou fazer nada disso, vou é entrar no avião com medo mesmo e ir com o fiofó na mão até chegar em plagas cariocas. Passo 10 dias por lá, logo, vou dar uma rápida sumida. Torçam pra tudo dar certo, ok?

Beijo e obrigada pelos comentários do post anterior, viu ;o)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Deu a louca!!!

*Bom, sábado fui cortar o cabelo. Na verdade, manter o corte. Mas (pra variar) saí do salão insatisfeita; meu cabelo ficou estranho, algumas partes meio tortas, enfim.

Não é nem que eu não dê certo com cabelereiros, é o meu cabelo que é esquisito: tem lugares que os cachos são mais fechados; outras partes, mais abertos etc. Daí corta e, quando o cabelo seca, fica uma zona.

Daí que domingo de noite fiquei pesquisando corte de cabelo na net e pirei; "tenho que cortar o cabelo igual ao da Sheron Menezes"


(imagem daqui)

Fui dormir pensando que às segundas os salões não abrem, que só terça eu ia conseguir marcar horário pra algum outro dia e meu pensamento já embaçava etc; até sonhei com isso, pra você ver a ideia fixa da louca.

Amanheci decidida.

VOU CORTAR MEU CABELO.

Sim, amiguinho, eu mesmo.

Como nas pesquisas pela net tinha visto o esquema de como fazer esse corte, sabia mais ou menos.

Peguei uma tesoura, umas presilhinhas, coragem e fui pra frente do espelho. Dividi o cabelo em mechas e setores (sô profissa, dá licença) e... tcharans!

Tô igual a Sheron, só me falta esse sorriso estonteante e o gramú



Ó, não teria ficado tão satisfeita se fosse no salão. Ficou do jeito que eu imaginava. Claro que um corte só não faz o cabelo igual ao da Sheron; é produto, ativador de cachos e vários outros macetes (que vi num vídeo do youtube, péra que eu acho... aqui ó; pena que tem a feia da Piovani falando com aquela voz irritante), mas o modelo eu acertei. E tem aquilo né: cabelo cacheado, ainda mais nesse corte, é pra usar bagunçado; logo, não aparece falha =oP E na foto tá meio úmido, quando seca fica mais lindo *modesta* Hoje cedo levantei, deu uma arrumada, meti um tic tac do lado e pá, pronto. Super moderna em 5 minutos (só tive que tirar os colchõezinhos do cabelo, pra não ficar com cara de 'levantei, dei uma arrumada, meti um tic tac do lado é pá, pronto' e OH WAIT).

É a terceira vez que faço isso em casa. A primeira foi em 2007. Eu tinha feito uma química e, passado um tempinho, pintei o cabelo (dum castanho claro lindo). O cabelo num deu conta e começou a quebrar. Deixei crescer um tanto e depois cortei na divisa do cabelo pintado com o cabelo crescido.

A outra vez eu contei aqui, quando fui cortar no salão, não gostei e Gomes terminou o serviço pra mim. E agora.

E, como eu disse no post do corte anterior, deixe suas impressões, se tiver gostado. Se não gostou, minta pra me agradar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mimimi.

*Daí que ontem passou uma senhora ventania por aqui. O dia todo ventando móito. De tarde o céu ficou cor de burro-quando-foge, de tanto vento e poeira. E lá pelas cinco, cinco e pouco, o tempo começou a escurecer. Eu fui fugindo da chuva até a escola dos meninos.

Quando cheguei lá, cinco e vinte e cinco, o céu já tava preto. Foi o tempo de dar o sinal e os meninos subirem que desabou o toró. Artur já tinha subido antes, porque tava reclamando de dor no ouvido. Perguntei pra ele por que o ouvido tava doendo, e ele "Porque eu botei uma semente lá dentro..." o_0 Olhei meio por cima, vi nada, deixei quieto. Ficamos na biblioteca até umas seis horas, quando a chuva deu uma parada. Corri botar todos no carro e me pirulitar dali.

Rá. Botei o carro na Dom Pedro, desabou o mundo. GRAZADEUS tava tudo parado (como sempre), porque não tinha a menor condição de andar dez metros. Muita chuva, muito vento, um horror. Dava pra ver só duas manchas vermelhas, dos faróis do carro da frente. Eu senti minhas perninhas tremendo nos pedais do carro. SÔ MEDROSA, E DAÍ?

Bom, a chuva foi parando, ficou mais calma. Demorei um pouco mais, pois fui buscar o Gomes onde ele desce do ônibus; fomos pra casa.

Chegando em casa, falei pro Gomes o que o Artur tinha me dito. Ele pegou uma lanterna e olhou com atenção. É. Tinha mesmo um feijão no ouvido do menino. Bem lá dentro (Hoje a professora me disse que eles tinham feito plantio com feijõezinhos ontem).

Peguei o menino e levei num pronto-socorro aqui perto; já era sete e meia da noite. Mais um pouco de congestionamento, um tanto de espera pro pediatra dizer que não podia tirar. Pra eu voltar no dia seguinte e passar com o otorrino, já que não tinha um de plantão. Voltamos pra casa, eu e Artur.

Mais de oitimeia da noite, chego em casa. Gomes dá banho nas creonça. Minha mãe me liga, dizendo pra eu tentar em outros lugares, ver se tem otorrino de plantão. Liguei num especializado nisso (otorrinolaringologia). A Dra. de plantão disse que tinha que tirar mesmo, porque se já tomou banho pode ter molhado o feijão, e ele pode ter amolecido e descido mais ainda no canal do ouvido.

Bom.

Dez da noite eu lá no centro da cidade, com Artur. Dra. Tchutchuca tirou o feijão rapidinho e, dez e meia da noite eu tava em casa.

Mortinha, né.

Daí vou lá tomar banho... O chuveiro não esquenta. Quer dizer, esquentar esquentou. Mas tipo quando o chuveiro tá no modo 'verão'. No frio de ontem a noite.

Ah, mano. Num guentei.

Sentei na tampa do vaso e comecei chorar. Chorei mermo; todo o nervoso e tensão de estar no carro-ovo no meio daquela chuvarada e ventania, com os meninos brigando e chorando atrás; do enino ter enfiado o feijão no ouvido e o pediatra do PS não ter tirado; de pensar que ia descansar e ter de sair de novo pra levar menino na Dra. Otorrina; do frio que tava no centro da cidade; do segurança do hospital que falou pra ir eu rapidinho pro estacionamento porque ali era muito perigoso, e eu sozinha com Artur; do moço da guarita do estacionamento falar a mesma coisa e eu apavorar mais um pouquinho e, finalmente, chorei porque a porcaria do chuveiro nem pra me esquentar pra mór de eu tomar um banho quente depois de tudo isso.

E tomei banho frio mesmo.

Me meti no pijama...

Depois nas cobertas...

E fui dormir de cara inchada.

Fuén.

*todos chora*


PS1.: Porque na vida a gente passa por tudo isso mesmo, né. SÓ NÃO PRECISAVA SER TUDO NO MESMO DIA!
PS2.: Pra você que pensa assim "ah, mas tem gente sofrendo mais do que você; tem criancinhas passando fome, tem gente perdendo entes queridos etc" é verdade, tem tudo isso e muito mais, mas me deixa curtir minhas frustrações adequadamente. Até porque meu sorriso poliana não vai mudar a situação desses que estão sofrendo mais do que eu. E mais: gente que é feliz e sorri o tempo todo, até quando não dá conta dessas coisas que acontecem na rotina, ME DÁ MEDO. Sofrer meus pequenos dramas enquanto outros sofrem dramas muito maiores não me traz culpa. Cada um com seus problemas.

domingo, 29 de maio de 2011

Meu nome é Beatriz, o apelido é "pechinchar".

*Com essa referência musical preciosa da querida Valeska Popozuda eu volto à ativa. Pensa o que, com esse frio não é só pinto que encolhe não, a vontade de blogar encolhe também. Ainda mais que não tô wireless, pra blogar diretamente da cama, enrolada nos edredão tudo. Enfim.

Eu, ENQUANTO PESSOUA, dou valor ao dinheiro que meu marido, aquele lindo, ganha na firma.

Senão, vejamos: ontem fomos passear no piscinão de Ramos (como diz a Deh), ou no Dumpas (como diz a Verô); isto é, no shopping Dom Pedro. E falar em Dom Pedro é falar em Etna, a Tok Stok dos pobres. Quer dizer, nem tanto, porque as coisas grandes são carinhas, viu. Mas sempre dá pra achar umas pechinchas:


Isso é um porta velinha, e tinha além de branco, turquesa, pink, amarelo e verdão. Sabe quanto? R$ 9,90. Vontade de trazer um par de cada cor, muito fofo.



Olha só que graça esses quadrinhos VINTAGE (que foi, tá na moda falar assim) de propaganda de café-capuccino. Já botei na cozinha. Paguei R$ 3,99 cada.



Esse quadro eu trouxe porque tava barato (R$ 11,90), pra ornar com esses que eu trouxe de uma outra passeada pela Etna:





Forma de bolo de silicone. Essa eu tava paquerando há um tempo já. Da última vez tava R$ 24,90; ontem paguei R$ 16,90. Não vejo a hora de fazer um bolo nela pra ver como fica bonitinho, cheio de detalhes *.*


Daí hoje eu botei uma roupa, pra ir pra igreja, e depois, reparando bem, vi que a roupa toda foi resultado de promoção e presentes:


-brinco de argola, de prata: comprei na feira hippie (centro de convivência, cá em Campinas), duma senhora que vende um moooonte de coisas de prata, aço; muito brinco, muita pulseira muito ôro INSHALÁ etc. Ela fica perto das barracas de brechó. Foi R$ 10,00.

-correntinha de pingente de matrioska: ganhei da Cynthia, aquela musa do Vale.

-coiso de malha no pescoço: segui a moda da Bourlegata. Comprei um pedaço de malha e... enrolei no pescoço. Sou trendy?

-blusinha de baixo: duma arara lá na Zara, a loja de "moda" pros pobres (adoro!); foi $29,90.

-casaco jeans listrado: esse foi caso de amor desde a primeira vez que vi, na C&A do Pobre Norte Shopping (no Rio). Tava, eu acho, R$ 59,90 ou R$ 49,90. Achei caro. Dali um tempo voltei lá e tava R$ 39,90. Não tava caro, mas eu não tinha dinheiro. Algumas semanas depois tava R$ 29,90. Arrisquei e esperei pra ver se baixava mais. Pois bem, baixou. Alguns dias depois comprei por R$ 19,90. É meu preferido. SOY NINJA OR NOT? (Dica aqui, pra quem mora no Rio: C&A do Norte Shopping, do Nova América e de Madureira -principalmente essa- são ótimas pra achar peças legais com preço bom).

-anel: ganhei da Brigite (não tiro da mão *muah*)

-calça meio saruel: arara de peças com desconto da Renner, do dumpas. R$ 29,90.

-sapatilha amarela: a coisa mais cara do visual todo; acho que foi R$ 69,90, na Ibiza (adoro essa loja, só tem sapato lindo - fica dica pra presentes =oP).


Essa é minha vida, esse é meu clube (o do povo que só compra em promoção, rá!)

domingo, 22 de maio de 2011

Compra de mês.

*Bem, certa feita comentei que um dia ia fazer um post sobre a quantidade industrial de víveres que são consumidos aqui em casa.

Tirei essas fotos de duas meia-compras (que, ahn, perfazem uma compra de mês), agora de maio. É com isso que a gente se vira por 30 dias.

Faço compras em atacado, de preferência, porque o preço é melhor. O que eu gosto meeeesmo é do Atacadão, mas nem sempre dá pra comprar lá porque é só cash. Então tem o Assaí e o Makro, que aceitam cartão (sendo que o Makro só aceita seu próprio cartão).

É verdade, tem muita salsicha, hambúrguer e nugget, né. Fazer o que, são práticos. O dia que eu virar a mulher perfeita abandonarei a salsicha e farei só hambúrguer e nugget caseiros. Rá.

Reparem na quantidade das embalagens. Molho em caixa grande, mistura de um quilo pra cima, porque esse negócio de ir no mercado e "moço, me vê meio quilinho de frango a passarinho" é pros fracos.

Detergente, só no fardinho de 6.

E tem outras coisas que não tirei foto; o tanto de sabonete que vai, 3 caixas de sabão em pó, papel higiênico e papel toalha etc.

Bom, chega de conversa. PÕE NA TELA, LATINO!












Taí, seu bandicurioso. É assim que a gente vive.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Presentinhos de dia das mães.

*Chegam aqueles dias lindos em que ganhamos presentinhos feitos de macarrão, né. E achamos lindos de morrer.

Pois bem. Eu acho lindo mesmo.

Esse ano, escola diferente, não precisei dar $ a mais pros presentes. E foram fofos:

Do Artur foi um caderno pra eu anotar receitas, do Dani, um pote de doce de abóbora:


Own!

Fiquei toda derretida ATÉ ver o cartão do Artur.

Leia e chore comigo:

(Ele falou e a profa. escreveu)

Ele gosta quando eu dou LEITE e DA-NO-NI-NHO pra ele!

*todas mães chora!*

QUÉ DIZÊ:

A mãe engravida, fica disforme, sofre dores no trabalho de parto e depois que o menino nasce fica ca perereca toda costurada, leva vomitada na cara, xixi na blusa e vive limpando bunda, se preocupa com as febres, as doenças, adaptação na escola, com a comida nutritiva, com a educação e tudo o mais e o menino fala que gosta do DANONINHO que a mãe dá?

E não foi o iogurte natural que a mãe fez, tampouco o danone que a mãe comprou, porque este foi comprado com o dinheiro do salário do PAI. Não vou dizer pro menino que foi o pai que comprou né, senão ele me esquece de vez.

É muita humilhação, Brasil. Vou ali chorar sentido no cantinho.

Tô começando a acreditar nos meus filhos, lembra disso aqui?

Podem chamar o Conselho Tutelar.

=oP

terça-feira, 26 de abril de 2011

Agora vai.

*E aí, gente sarada e bronzeada, como foi o feriado de vocês tudo?

Bom, sábado teve churrasco e soneca, domingo teve churrasco e esmalte (passei Jeans, da Colorama, mui lindo).

A semana começou quente; dia de lanche coletivo pra turma do Daniel, dia do Artur me fritar a paciência com tanta manha, dia do Bruno me encher o saquinho com birra de grito. Mas amém. Tamos aí.

Não tivemos chocolate, nem ovo de páscoa, sascoisatudo. Nada contra, a não ser o preço e a quantidade que teríamos que comprar. Mas assim, umas 2 semanas antes da páscoa o Gomes comprou um ovo meia-boca pra cada menino, então eles nem sentiram falta.


*E o casamento real hein?
Tão sabendo que fui convidada né? Então, como eu não sou de folgar em cima duzotro, já comprei umas coisinhas pra inteirar no forfé:

Refri Xereta; sei que o Uilia é moço simples


Ceva e o pão de fôrma, preu montar um bolo salgado; aqueles com purê de batata e uma flor de tomate em cima, pra ficar rico


Já mandei meu vestido de crepe pro tintureiro; pego amanhã. Já fechamos também a van Campinas - Abadia de Badminton Westminster. Tá tudo no jeito já.


#brinks

Eu tava nem aí, mas é tanta gente falando e tal que mais um pouco eu não mando criança pra escola na sexta, preparo uma mesa de salgadinho e refri só pra acompanhar o babado todo. Aguarde.

Ah! A @telinha me disse que tão vendendo réplicas do anel da princesa (igual esse da foto em cima) na Tijuca (RJ). MUITO AMOR!

*É isso.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Muita preguiça.

*De postar. Os blogs tão tudo empoeirados. Tô quase alugando espaço para anúncios.

E olha que as coisas acontecem por aqui, viu. Mas tem época que qualquer peido vira post, e pode tremer o chão que eu não escrevo.

Tipo ontem. Ontem eu combinei com o Gomes de irmos ao mercado pra completar a compra do mês. Mas ele esqueceu.

Saí de casa pra buscar os meninos na escola já pensando "eike fadiga de pegar estrada, afe"; até porque tem congestionamento every single day na rodovia. E aí, já na volta, pensava eu que ia chegar em casa, o Gomes ia estar lá já e então sairíamos de casa pro mercado, ele me liga. Eu, na saída da Dom Pedro pra Anhanguera, um monte de motorista leso na minha frente, caminhão, curvão etc, e Gomes me dizendo que esqueceu das compras e ficou no serviço. Se não fôssemos ontem, sabe lá Deus quando iríamos, porque capaz dele trabalhar feriado, fim de semana etc.

E isso tudo indicaria que eu, a fadiguenta da estrada, teria que pegar mais estrada pra buscar o esquecidinho no trabalho.

Fiquei conteeeeeenteNOT...

Tá. Vamos ser rápidos.

Passei no posto, porque tava com pouco combustível. Dani diz "mamãe, quero fazer xixi!" Ai meu deus. Quando fui tirar o menino, o Artur atrás "mamãe, eu também quero fazer xixi!". Ai chega, resolvi voltar pra casa e botar os dois pro banheiro antes de ir buscar patrão no trampo.

Aí saí do posto, passei por umas ruas escuras, pensei que se eu voltasse pra casa era abrir postão, botar carro pra dentro, soltar todo mundo depois prender todo mundo de novo etc etc. (É um trabalho sim, meu povo). Isso já era sete da noite. Quer saber? Parei o carro num paredão lá, botei Artur e Daniel pra fazer xixi no muro. SÓ DEUS PODE ME JULGAR.

Depois da mijação em muro alheio, toca ir pegar estrada pra buscar o meninão.

Well. Fizemos compras, chegamos em casa quase nove da noite, demos DANONE, uva, e sei lá mais o que pros meninos comerem e morremos na sala, eu e Gomes.

Essa vida, Brasil, não é fácil.

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Ontem o Artur pegou o controle remoto, apontou pra mim e disse:

"Mamãe, vou apertar o botão pra você parar de falar!"

Posso?

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Quer me ver feliz na páscoa? Me dê passas cobertas de chocolate.

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Esse é Bilico na biblioteca da escola dos irmãos:

<3

quinta-feira, 7 de abril de 2011

=o(

*Eu não tenho o costume de trazer pra cá as desgraças do dia-a-dia, mas, cara, hoje não deu.

Eu estou muito passada, demais mesmo, com o que aconteceu em Realengo.

Morei ali perto, conheço meninos que estudam lá (filhos de ex-vizinhos, que, aliás, estão bem) e olha. Que triste. Parece um sonho mau.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Que coisa feia, tsc tsc tsc...

*Gente, dia 13 de março passado escrevi esse post bobo, que os meninos-meus-filhos tavam brincando de mamãe assassina; lembra?

Pois bem.

Hoje de noite eu tava no tuíter e a @lubrasil me mandou um link perguntando se eu conhecia esse texto de algum lugar.

Vou botar o link aqui, mas muito provavelmente não vai mais funfar em pouco tempo.

De qualquer forma, faço questão de deixar aqui o post que a moça escreveu. Leia e tire suas conclusões (detalhe: eu escrevo o texto dia 13, ela escreveu dia 16):

Daí que esse domingo eu tava com aquela preguiça monstra, esparramada no sofá de pijama ( detalhe: pijama vermelho de bolinhas pretas, como uma joaninha (oi?)). Resolvi arrumar a casa, tirar o lixo e talz, pra dar uma animada nessa manhã calorenta. E, vendo o canal Discovery Home and Health ,da Net Skavurska, vi a chamada de um programa chamado "Minha mãe, uma assassina". Que doçura . E chegam minhas filhas e perguntam:
- Mãe, você é assassina também?
-O que é assassinaaaaaa? (gritando e pulando) Você vai assistir esse programa???(cara tensa)
Qué dizê...
E fui tirar o lixo, mas fiquei com preguiça de tirar o pijama. E saí no corredor assim mesmo, vestida de joaninha assassina . Dei uma corridinha pra dentro do micro lugar onde se põe o lixo, olhando de um lado para o outro pra ver se não tinha ninguém me olhando e... ouço o síndico( mala ) abrindo a porta de casa. Eu, não sei porque, resolvi me trancar dentro da salota ao invés de ir pra dentro de casa...
Qué dizê...
O síndico , que também ia jogar seu lixo fora, abriu a portinha e me viu parada lá dentro vestida de joaninha, imóvel. Ele ficou tão amedrontado, que não falou nada e fechou a porta.
Gente, imagine a cena. O que esse mulher toda fantasiada tá fazendo ali dentro com a luz apagada e totalmente imóvel? Não quero nem imaginar o que ele vai perguntar pro meu marido quando se encontrarem dentro do elevador.
Nessa mesma hora, saíram minhas filhas gritando pelos corredores: "A mamãe assassina sumiu? Cadê a mamãe assassina? Mamãe assassiiiiiiiiiiiinaaaaaaaaaaaa!!!

Eu mereço?

Entrei, fui fazer meus outros afazeres e de repente ouço minhas filhas gritando : Mãeeeeeee, vem aquiiiiiii!!!

OBS: Só prossigam os fortes e bem do estômago :


Saí voando correndo ( não se esqueçam: de joaninha) e quando cheguei no quarto, minha filha mais nova tinha tirado a fralda cheia de cocô e a minha mais velha tinha escorregado em cima AND andado pela casa. Ou seja, passos cagados por todos os lados.
" QUEM . FEZ. COCÔ. NO. CHÃO? " E elas responderam:
-A mamãe assassina.
Desinfetante, pano de chão na casa toda, perfume, banho nas duas, tudo cagado... ( vestida de joaninha). Respira. Inspira. Respira. Inspira.

Será que elas tem motivo pra me chamar de mamãe assassina?

Responda-me.


O blog é esse e já o conhecia, não por ele ser engraçado, mas cheguei lá por causa de um post chupado duma colega. Quer dizer, a moça vive de copiar posts alheios, dar uma mexidinha e por no ar como se fosse seu. Sua vida, seus causos, suas coisas. Muita pobreza.

(E gente, quem seria tão dãr a ponto de copiar minhas patetices, hein... Valha-me Deus).

É isso.

UPDATE: Ontem de noite a moça exclui o post. Agora ela fechou o blog só pra convidados. Esse é o modus operandi dela: chupa o texto, publica, quando o povo percebe ela exclui o post, fecha o blog e dali um tempinho reabre o blog, como se nada tivesse acontecido.

terça-feira, 22 de março de 2011

Call me 'pedante'.

*Daí a pessoa vai pro centro da cidade, livre-leve-e-solta, com dois objetivos:

1- Comprar copo do liquidificador;

2- Acertar documentos do passe escolar do filho mais velho.

Acontece que, entre um ponto e outro, existem sebos. E sebos, pra quem gosta, exercem o efeito de "canto de sereia". Entrei em um maravilhoso (ali na esquina da Barreto Leme com uma rua que não lembro o nome; ali do lado da igreja, quase em frente ao INSS *sabe tuuuuudo da cidade samenina*); saí de lá com a Divina Comédia, O Pequeno Polegar e Como Seria Sua Vida na Grécia Antiga.


Agora, com a Divina Comédia, poderei entender as piadas dos amigos cultos (pegou né, essa tá fácil). Ou então posso fazer a Suzana Werner, que queria ler algo engraçado.



Daí, ali na José Paulino leeeembaixo, tem outro sebo.

AI, PERDIÇÃO!!!!

Perguntei pro moço, como quem não quer nada (e não queria mesmo), se ele tinha alguma coisa de mitologia grega.

E ele me mostrou.

Amigues, ele tinha os 3 volumes da "Mitologia Grega", do Junito de Souza Brandão.


MORRI.

Sabe lá o que é estudar 4 anos babando por essa coleção e não ter $ pra comprar?

E pegar um por um na biblioteca e ir lendo dentro do 367 ou do 393, balançando Av. Brasil afora?

E toda santa vez que aparecer no moço dos livros da Letras, pegar cada volume, abrir, passar a mão nas folhas; namorar a coleção?

É essa a emoção. É essa.

Só fiquei assim quando consegui comprar o dicionário de Grego-Português, numa promoção louca, na Livraria Da Vinci, na Rio Branco, centro do Rio. Fui pra casa abraçada no dicionário, cheirando as folhas, lendo, olhando, paquerando...

Hoje saí da livraria chorando. Fui chorando pela rua até o estacionamento, abraçada com a minha coleção, quase não acreditando que, enfim, ela era minha!!!

(Quem não vai ficar muito feliz vai ser o Gomes né, porque usei o cartão dele num momento de pindura total. Mas não dava pra não comprar; o preço tava inacreditável).

Agora os livros estão aqui do lado, no sofá, bem pertinho de mim. Estamos casados, eu e a coleção, finalmente, depois de um longo namoro. <3 <3 <3

domingo, 13 de março de 2011

Mamãe assassina.

*A Net scavurska liberou uns canais pra gente "degustar", entre eles o Discovery Home & Health. E aí eu fiquei toda animadinha e tals; tava começando o "Casamentos Espetaculares" ou algo assim. Daí quando eu vejo, POXA, é repetido da outra vez que a Net liberou os canais. Qué dizê.

Bem, mas o negócio é que fica passando um comercial dum programa que tem como nome "Minha mãe, minha assassina". Doce, não?

E eu vendo TV e os meninos na sala.

"Mãe, porque a mãe é assassina?"

"Mãe, você vai assistir esse programa?"

"Daniel, a mãe assassina é uma mãe monstra GRAAAAARRR!" (Artur)

"Ela é uma mãe alienígena!!"

E foram brincar.

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Hoje cedo, estavam eles brincando, e diziam assim:

"Olha, ali tem uma mamãe assassina! Mata ela!", "BOOOOOOOM!"

"Corre, a mãe assassina quer chupar seu sangue!!"

"Eu vou pegar a mãe assassina pra ela não te morder!!"

o_O

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Separei umas coisas pra começar a fazer o lanche coletivo da classe do Daniel (amanhã é dia dele levar). Como faltam umas coisinhas, eu vim pra internet fazer hora pro Matheus acordar e ficar com eles pra eu sair e comprar o que falta.

E os meninos brincando no meu quarto.

Daniel, então, começa a berrar de lá:

"Mamãaaaaaaae! Mamãaaaaaaaaee! Vem aquiiii!"

Levei um sustão, saí correndo ver o que era.


*AVISO: só prossigam os fortes*

Quando cheguei no quarto, Bruno tinha tirado a fralda cheia de cocô; Artur tinha pisado e metido a mão; na tentativa de limpar a mão pegou a toalha de banho do Bruno; e nisso andou o quarto todo com o pé sujo.

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Peguei Artur pelo braço, pra que ele não pisasse mais em lugar algum, botei menino no box, liguei chuveiro, peguei o Bruno e botei junto.

Quando vejo o chão do banheiro, todo mijado.

"QUEM. MIJOU. NO. CHÃO?"

"Fui eu, mamãe, porque eu fui fazer xixi e o Artur veio dar cosquinha no meu suvaco!!!"

Papel toalha, desinfetante.

Pano de chão.

No banheiro, no quarto.

Banho nas crianças.

Respira. Inspira. Respira. Inspira.

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Será que eles tem motivo pra brincar de "mãe assassina"?

Responda-me.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A cabeça dessa mãe quedê, hein.

*Daí que ontem eu levantei era nove da manhã. Pra mim é tarde! Ainda mais num dia com muita, mas muita cara de segunda-feira braba.

Quando tem feriado a gente perde o ritmo, né não? Quanto mais tempo sem fazer nada, menos vontade de fazer qualquer coisa se tem.

Pois bem. Acordei meio sem rumo da vida e fui fazendo as coisas, perdida em casa. Mas cuidei dos meninos, fiz almoço etc. Pra 'melhorar' um pouco, eles tinham aula. Quer dizer, eu, perdida e com o relógio me cacetando o juízo.

Mas meti as crianças no carro e fui.

Chegando lá na escola, abri a porta do carro e percebi que tinha esquecido de algo.

CAAAAALMAAAAAAA, não esqueci nenhum menino em casa!!!

Deixei foi as mochilas dos meninos no meu quarto.

Imagina a decepção deles:

"Mamãe, todo mundo tá de mochila, menos eeeeeeeu..."

"Mas mamãe, vai lá em casa buscar a minha mochiiiiiila..." (rá, 40 kms por uma, não; duas mochilas, tá bom!)

"Então eu quero ir pra caaaaasa!"


*todos chora*

Depois de muito engabelar os pobre coitadinhos e de falar com as devidas professoras (que disseram que não tinha problema), eles ficaram na escola, sem mochila mesmo, e eu fui pra casa com o carimbo de MÃE DE MERDA na testa.

(Mas botei culpa no torpor 'fim de feriado' que não sou boba, né).


*Ó, tem o blog de comida lá, mas esse continua, viu, suas lindas e lindos?

terça-feira, 1 de março de 2011

É cada uma...

*Toda fashion week whatever que tem em qualquer lugar a questão é levantada: essas modelos estão muito magras, isso não é uma imagem saudável, é irreal; a grande maioria das mulheres não é assim etc. Há uns anos, inclusive, houve um burburinho por causa disse; modelos que não desfilaram por causa do look pele-osso.

Aí ficam os hipócritas dizendo "é verdaaaade, não é uma boa imagem" etc. Mas quando vai ver, tão lá as mortas-vivas desfilando de novo. Tão lá elas nas capas das revistas de moda.

E aí, ontem a @telinha jogou isso na timeline, e geral chocou:


Essa "Elle" é de fevereiro de 2011. Quer dizer. Uma revista "glamourosa" me bota uma varapau na capa, como se fosse chique passar fome pra ser magra desse jeito. Como se fosse BONITO ter um corpo com aspecto de doente. Como se fosse bom passar a mensagem "oi, ser anoréxico tá na moda".

Em uma palavra: VERGONHA.


UPDATE

É cada uma que parece duas! Vai no Ombudsmãe e vê isso. Fico passada.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Primeiro dia de aula e outras coisinhas.

*Toda mãe fala do primeiro dia de aula do seu pimpolhinho-bebê, né; por que eu não falaria?

Maaaaaas não de pimpolhinho-bebê. Do filho cheio de pêlo na perna que eu tenho.

Daí que o Matheus esse ano tá estudando de noite, porque de dia ele é da Black Bridge (Ponte Preta, pros leigos; sou phyna). E ontem foi o primeiro dia de aula de noite.

Coitado, tomou um choque de realidade total.

Não na escola, que foi aquilo né. Professor entra, fala como vai ser o ano, aquela água enfim.

Mas quando ele tava vindo pra casa a chapa esquentou.

Primeiro que saiu briga de aluno no ponto de ônibus; nêgo com pedaço de pau ou cano de ferro, não lembro.

Depois, já dentro do ônibus, menino olhando pra rua, viu um motoqueiro reagir a uma tentativa de assalto AND tomando tiro. O primeiro tiro SÓ entrou no ônibus que meu bebê estava e parou num dos bancos da frente; quase pegando uma mulher. Ele ouviu outros dois tiros, e o motorista do ônibus ainda ia parar pra ver o que estava acontecendo, mas resolveu vazar.

Quer début melhor que esse? =o( Agora menino viu que o mundo aí fora é mauzão mesmo, e que a gente tem é que ficar ligado.


*Como carro novo-pra-mim já está segurado, hoje fui levar meninos pra escola de Zafira. (Genzas, sabe criança quando ganha brinquedo novo? Estou assim. Não tô de exibida; até porque QUE BOBONA ficar exibindo um carro véio pruzotro). Meu, coiso sinistro. Sem perceber eu já tava a 120 na estrada! Mas fui com cuidado porque ainda estou acostumando com ele, né? Fora que ele é mais largo, e eu tinha a impressão que, passando em rua estreita, eu ia arrastar os carrotudo dos lados. =o)


*O ruim é que todo santo dia pego congestionamento na rodovia. Ontem, como saí da escola mais tarde, tava muuuuuuito pior, fato que tive que sair da estrada e ir pela cidade. Chegue em casa era sete e quinze. Hoje cheguei dez pras sete. Paciência.


*MADOKA, sua linda, você pediu outro dia preu falar um pouco sobre a escola dos meninos. Então, olha; como está no começo ainda não deu pra ver tudo em prática. Mas é realmente diferente. Dá escolha pro aluno (em relação às atividades; dentre umas 5 ele escolhe 2 ou 3 que se compromete a cumprir durante a semana), entre outras coisas. Tem muita conversa na sala, e a partir destas conversas é que o conteúdo vai sendo passado.

*GEL, sua cremosa, manda seu email pra mim pra gente se falar melhor. Tô feliz pelo começo de hoje, me conta tudo?


*COMENTADORAS LINDAS, eu sempre leio tudo. Se alguma vez você me perguntou algo e eu não respondi, perdoa eu e pergunta de novo? =o*

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Criança não mente.

*Daí que ontem foi dia de reunião na escola dos meninos; Gomes que foi (foi também reunião de moléres na igreja e minha mãe foi a preletora da noitchy; OI MAMÃE!).

Anfã, muita informação, como disse o moço; ainda mais que ele foi suzim à duas classes; duas professoras etc. Foi explicado o conceito da escola, como funciona a pedagogia freinet, as atividades; e sr. Gomes achou tudo muito interessante (e isso é bom, já que ele é a pessoa que paga, néam).

Aí que ele me chega com um 'bilhetinho' que o Dani escreveu pra nós, em classe:


COMO ASSIM, BRASIL?????

Eu, euzinha, faço comida a semana toda toda toda; e menino vem dizer que gosta da comida que o PAI faz?

E, pra piorar, diz que adora o DANONE que eu dou?

Aaaaaaai, eu num dô conta não!!!! *todos chora*

(Fungando, controlando o choro, com os olhos vermelhos e inchados)

Tá, eu confesso:

Todo dia, quando o Gomes chega em casa, ele vai pra cozinha e faz comida. E eu, durante o dia, só dou danone pra eles. EU NÃO COZINHO NAAAADAAAAA!!!!! (chora mais um pouco, dramaticamente). Quando Gomes trabalha até mais tarde, é danone no almoço e na janta; os meninos vivem anêmicos e mal nutridos por conta disso e, quando chega fim de semana, eles vibram de alegria porque o pai vai fazer comida! CHAMEM O CONSELHO TUTELAAAAAAAAAAR!!!


Mas né, Daniel, mamãe tem uma reputação a zelar; mais respeito aê.

(Coisa mais nhóim essa letrinha tortinha; morry de amor!)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Primeiro mico do ano.

*Ora, se nêgo conta o primeiro bebê nascido no ano, a primeira chuva do ano, a primeira trepada do ano etc eu posso contar o primeiro mico do ano.

Pois a família Gomes resolveu ir fazer compra de mês. Eu, Gomes e os 3 menores. Você, caro leitor aveludado, pode bem imaginar o barulho que 3 crianças fazem num mercado vazio, né. Eu de um lado, Gomes e creonças do outro lado; babado, gritaria e confusão e eu pensando "se alguém comentar comigo o barulho que essas crianças estão fazendo eu concordo e ainda digo 'quem serão os pais' porque eu não conheço".

Pagamos a compra e fomos pra outro mercado atacadista (famílias grandes que compram em atacadistas: participamos) pra pegar outras coisinhas. Fomos, compramos, babadogritariaconfusão da mesma forma, enfim. Pagamos e rumamos pro carro.

Chegando perto do carro um gelo me percorre por dentro.

"Ai Jal, acho que fiz uma merda..." eu disse, apalpando os bolsos da calça.

Sim, caro amigo. Eu, essa pessoa organizada, centrada, esperta e ligada; eu ESQUECI A CHAVE DO CARRO DENTRO DO CARRO.

Seguinte: assim que eu saio do carro, tranco minha porta e boto a chave na bolsa. Depois tiro as crianças do carro etc. Logo, as demais portas estavam abertas pra todo mundo sair. E eu com a bolsa e a chave dentro.

Daí a marotinha aqui, mui espertamente, resolve deixar a bolsa dentro do carro, pra não atrapalhar. Joguei a bolsa no chão do pretim pela porta de trás, baixei o pino e fechei a porta.

Rá!

Ah, comecei a me desesperar, né. O Gomes, pessoa calma que é, disse pra eu ficar calma e pensar. Ficamos matutando onde estava a chave-reserva. Gomes sabia mais ou menos.

Liguei pra minha mãe e pedi pra ela vir nos buscar. Fomos pra casa de carona, Gomes achou a chave-reserva, voooooltei ao mercado e voilà, peguei o carro e vim pra casa.

Daniel, que não tinha entendido porque a gente foi embora e deixou o carro pra trás (apesar da gente ter explicado, enfim), quando chegamos em casa da carona com a minha mãe, começou a chorar "e o nosso caaaarroooooo" HAHAHAHAHAHA, ai essas crianças, tão inocentes.

Bom. É isso.

Ri mesmo, engraçadinho. A primeira cilada que você cair vai se lembrar de mim, muah.