Daí, pra facilitar pra mim mesma (me amo por isso também), botei o saquinho de lixo dentro do carro pra deixar na cestinha na calçada.
Quem disse que eu lembrei de tirar o lixo do carro?
Pus o carro pra fora, fechei o portão e fui, bela e formosa, buscar os meninos.
Quando tava no meio do caminho, senti um cheirinho estranho. PQP! O lixo no chão do carro, do lado do passageiro.
Me subiu um calor (a pessoa fica nervosa por causa dum saco de lixo, repare) e, como estava indo pela cidade, não pela estrada, comecei a "paquerar" todas cestas de lixo que via pelas calçadas. Sabe quando você está na rua, apertado pra fazer um xixi maneiro, e fica olhando com desejo pros estabelecimentos, pensando em como serão os banheiros, se dá pra usá-los, enfim? Pois então.
Não, meu saquinho de lixo não tinha todo esse glamour.

Daí eu pensava "acho que vou dar uma paradinha na meio-fio e deixar meu saquinho de lixo na cesta alheia." Mas daí eu via os carros vindo atrás, e as pessoas na calçada e pensava "mas o que que esse povo vai achar duma louca que para o carro e bota o lixo na cesta dos outros?" e continuava o caminho.
Num sinal fechado, pensei "será que se eu jogar o saquinho de lixo aqui nesse canteiro vai ficar muito feio?" veja que, no desespero (a pessoa de DESESPERA por causa dum saco de lixo), a gente pensa nas piores coisas. Daí eu pensava "já pensou se o povo faz DNA do meu lixo e vai bater na porta de casa pra me dar esporro por eu ter jogado lixo no canteiro? E se tiver uma câmera me seguindo, tipo daquele quadro um da Regina Casé, que tinha no Fantástico há um tempo atrás, que flagrava as pessoas jogando papel no chão etc? E se for pegadinha do Mallandro; IÉ IÉ?"
TE JURO. Devo ser doente, só isso explica.
Sei que cheguei na escola com o saquinho de lixo dentro. do. carro.
Desci, peguei as crianças todas e, na hora que eu tava botando os meninos pra dentro, percebi que tinha estacionado o carro bem pertinho da lixeira da outra escola em frente. E não tinha viv'alma perto.
*faz dancinha*
Discretamente, peguei meu lixinho, botei na cesta alheia e voltei pra casa toda contentinha.
*Só tô contando esse causo divertidinho pra não falar que hoje cedo chorei baldes quando fui deixar Matheus na porta da Black Bridge. De hoje em diante, o menino mora em Jaguariúna (cidade perto daqui) e vem pra casa aos finais de semana. Me abraça? OPA! Já falei! =oP








