sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Capturado!

*Já disse aqui que vez ou outra (eufemismo pra todo dia) tem aparecido camundongo em casa néam?

se fosse bonitinho assim...


Antes que você, caro leitor, me julgue uma pessouuua porca enquanto dona-de-casa te digo: atrás da quadra onde moro há um córreg... um riozinho charmoso *risos* e todas as casas este lado estão com esse problema de visitas indesejadas. Vai ném, morar na periferia, lugar esquecido pelas autoridades (in)competentes e bla bla bla. Enfim.

Daí que desde o começo da semana não via sinal de visita.

De qualquer forma, o Gomes, com um pouco de cuspe, um canudo de milkshake e um fósforo usado (McGyver feelings), construiu um artefato de privação de liberdade de roedores diminutos. Tá; o Gomes usou um cano de PVC, um clipe usado, uma tampa de lata de óleo, um pedaço de madeira e otras cositas mas pra manufaturar o negócio.

aprendeu com o mestre



Uma noite ele botou uma asinha de frango. Nada. Noutra noite, um pedaço de churrasco. Nada. Começamos a pensar que esse bichinho era vegetariano, ou sei lá, tinha colesterol alto, com tantas restrições alimentares (já tínhamos colocado queijo, bife e até carne de porco em ratoeira).

ou o cara era esse:


Eu, pessoa medr... prevenida que sou, só entro na cozinha de noite com a companhia do Gomes. Ele na frente, claro. E ontem de noite fui fazer a boquinha da noite, e estávamos justamente comentando que o rato não apareceu mais e coisitalis quando, de repente, "ó ele aí!!!" me grita o Gomes; no que eu vou parar lá no quarto já, acha que vou dar esse mole?

Quando o Gomes viu; o rato, que já vinha todo pimpão entrando por um buraco do tamanho dum fundo de agulha, voltou rapidinho pra fora. Marido então montou o artefato: prendeu um nugget lá no alçapão e deixou armado bem em frente ao tal buraco. E fomos deitar.

Má num deu cinco minutos; "plopt!". Emoção, medo, excitação; um misto de sentimentos assolou nossos corações (parece chamada de novela nova). Será que era o bicho?

Foi o Gomes lá olhar; era o visitante.

Fui atrás e o artefato se mexia (ui, socorro); niqui a realidade veio cruel sobre nós na forma de uma indagação: e agora?

* deixar preso e mostrar pros meninos?
* pegar pra criar?
* jogar comida envenenada?
* sair correndo pelado pela avenida?

Não, né, N.D.A. Foi o marido com o negós lá pra fora; ouvi alguns barulhos, uns resmungos, mais barulhos e vem o moço lá de fora com uma cara de 'vim, vi e venci'; pedindo o celular pra tirar foto do rato morto (blergh!), uma prova de que ele na pele do professor Pardal se deu bem.

E assim termina mais uma batalha com um final feliz. Pra nós. Até quando, eu pergunto...

5 comentários:

ro francisco disse...

seu pai tem uns truques...chama ele ai..rsrsrsrrs

Patrícia Angélica disse...

E o Gomes vence esta batalha!!! Rsss. Vcs estão livres deste visitante indesejado!!!

Beijos

Sil disse...

Gomes Macgyver venceu!

É o cara!

Merece uma noite de amor intenso, sem dúvida!

Angélica Manhães disse...

Me arrepio só de pensar!
Caso apareça outro, qdo ele matar vc suspira e fala: "meu herói"
(tomara que não apareça)

Mulher Vitrola disse...

Ninguém é páreo para súditos de McGyver!