segunda-feira, 11 de abril de 2011

A mãe real.


*Bem, estou participando duma blogagem coletiva sobre maternidade real.

Nem sei direito sobre o que dizer, sabe. Porque assim, eu nunca fiquei muito encucada com esse negócio de querer ser perfeita. Isso não quer dizer que eu não procure o que acho ser melhor pros meus filhos e pra mim também.

Parto: meu primeiro filho nasceu de parto normal. Foi uma loucura, eu tava com 17 anos e nem uma vez sequer durante a gestação tinha pensado em PARTO.

Meu segundo menino também nasceu de normal, mas a gestação foi diferente. Quase 10 anos de uma gravidez pra outra. Eu tava beeeem consciente sobre o que esperar do trabalho de parto e parto em si; consegui segurar as pontas legal em casa e cheguei no hospital praticamente parindo.

Com essa bagagem, foi fácil ter outros 2 partos normais (sendo o último bem marcante, leia aqui).

Amamentação: o primeiro mamou no peito até 5 meses só (eu trabalhava e estudava e não pensei em tirar leite e estocar etc). O segundo foi até um ano e oito meses, o terceiro e o quarto foram até um ano e dois meses, mais ou menos. Quando o terceiro menino nasceu eu estava estudando e não queria trancar a matrícula de novo. De início eu tirava leite e deixava em casa, mas isso foi se tornando tão penoso (eu ficava um tempão lá puxando as teta =oP e saía bem pouco) que eu apelei pro leite de lata. E ele não largou o peito.

Mas sabe. Nunca nunquinha me liguei nessas coisas; do tipo que eu vejo tanto por aí, de se sentir mais ou menos por questão de parto ou amamentação. Entendo que cada um sabe do que é melhor pra si e pros seus filhos, cada um sabe dos seus limites e de sua vida; então pra que olhar pros outros e dizer EU SOU MELHOR ou SUA ESCOLHA FOI TÃÃÃÃO ERRADA etc. Acho besta.

Educação em geral: ainda estou aprendendo. Pra mim não é fácil lidar com 4 meninos de idades diferentes. Eu fico confusa =oP Muitas vezes me pego BERRANDO com eles. Muitas vezes me pego com preguiça de fazer coisas com eles, pra eles; quero deitar e largar tudo pra lá (e tem vezes que faço isso mermo!). Não tenho a paciência que gostaria de ter. Não tenho muito saco de sentar no chão pra brincar com eles. Não sou o tipo de mãe que BRINCA com os filhos.

Mas sabe. Eu faço muita coisa. Com eles, para eles e por eles. Sinto culpa sim (creio que todas as mães sentem; a culpa vem com o filho, né). Sei onde tenho que melhorar e como melhorar, e vou melhorando pouquinho a pouquinho. Mas tenho a mais absoluta certeza que sou a melhor mãe que meus filhos poderiam ter. E mesmo que alguém venha e diga que não, que eu não sou uma boa mãe, eu cago. Porque né. Falar é fácil, difícil é ser eu (vi num adesivo numa kombi lá no Rio; manero né).

(Alô pessoal do Conselho Tutelar! Apesar dessa baboseira toda que eu disse aí em cima CONTINUO DANDO LINGUIÇA CALABRESA PROS MENINOS! E OTRAS COSITAS MAS! RÁ! PEGAEU!)

13 comentários:

Grazi disse...

Posso bater palmas e dizer que me emocionei? A gente tenta, né? Nem sempre se consegue, várias coisas vão pra conta do analista, eu alterno momentos ogra com momentos ternurinha, mas sigo crendo que faço o melhor que dou conta de fazer naquele momento. Podia ser melhor? Lógico que podia. Sempre pode. Mas, não posso viver achando que nada do que eu faço é bom. E meu menino taí, lindo, generoso, inteligente, bom caráter. Apesar de mim. :-)

Beijos.

Fala, Mãe! disse...

Tamo junta, vc é minha ídala! beijo coração

Mack Mcnamara disse...

Eita!!! Tá doido isso num é vida não!!!! É um sonho!! Parbéns!!

Consuelo disse...

Super te entendo. Não tenho a paciência que eu gostaria de ter, dou bronca grito e depois disfarço que to brincando de monstro. Enfim, somos seres humanas e acho que muitas são como nós e não admitem. Mas quando faço carinho neles não tem amor maior que esse saindo de mim. Somos mães e ponto final, sem adjetivos.

Patrícia Angélica Gonçalves Pereira disse...

Bia, acho que a perfeição só existe nos contos de fadas... Nós vivemos uma vida real e corrida e temos a consiência tranquila de que damos o melhor de nós! Bjs

Estela disse...

AÊÊÊ! Falou e disse, amiga! É difícil pra caramba... Criar é fácil, mas educar e bem... São outros 500... Fazemos o que podemos! Eu também berro, me descabelo e segundos depois, me arrependo, mas fazer o quê? Somos reais mesmo...
Beijos em vc e "mininutudim"!

Mari Biddle disse...

Tu sabe que toda vez que começo a enlouquecer com os xiliques de minino daqui de casa, lembro de vc, mentalizo e a paz cai em mim.

Certeza que tu é super!

*sabe que fiquei me achando de menos um tempão ( não por ler e ouvir relatos de gente sem noção me enfiando coisas como verdades absolutas) quando tive de fazer a cesária necessaria?
Daí vc publicou por aqui o relato de outra mãe dizendo que tem Partolândia pra quem faz cesarea...amei!

bjs!

Anônimo disse...

chorei com teu post, tocante de tão verdadeiro. Simples e bonito e portanto raro nos dias de hoje Bia, parabéns pela super mãe que vc é, seus filhos agradecerão e eles vão saber disso. "Difícil de ser eu" , amei isso.
beijo gde
madoka

Kira! disse...

De todos os textos da blogagem coletiva que eu li, o que eu mais gostei foi o seu.
Em primeiro lugar porque gosto do jeito que você escreve, é gostoso te ler, não cansa, haha.
Em segundo, porque em MOMENTO ALGUM te vi reclamando dos seus filhos, como vi por ai em outros blogs, você realmente colocou que é complicado, mas em momento algum reclamando deles!!!


beijão

Maiby Martins disse...

se criança viesse com manual, não teríamos Wellingtons no mundo.
e mãe é msm o que vc disse aê, a gente age no instinto e do jeito que acreditamos ser o melhor.
vc é minha ídala! cuidar de 5 (tem o Gomes tb, né?!), não deve ser nd fassio...
já viu que tem selinho pra vc lá no meu blog?
bejins

Disfarçada disse...

Ser mãe é exercício diário, é coisa que a gente aprende td dia, um pouco com nossas mãe, outro pouco com nossos filhos. Ser mãe é uma aventura. E não sei o que seria de mim sem minha filha. Ela certamente seria melhor sem mim, mas.... continuo PRESENTE!

Ana Claudia disse...

Amei o texto Bia!!!
Tb sou adepta a frase que tu viu na Kombi!! kkkkkkkkkk!

evary leal disse...

amei seu relato. também não tenho muita paciência para um monte de coisas mas me esforço muito para passar a eles valores sólidos e valiosos. adorei seu blog. tô me divertindo.
beijos