sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Qq6achão?

*Daí que esses dias pouco estou internetando; quando muito aqui no blog e umas tuitadinhas. Uma preguiça monstra; gosto de sentar no sofá com o netbook pra navegar melhor, mas depois que meu roteador foi pras cucuias quando zoei a Cassiane isso não é mais possível. Como disse a Mari Biddle, "por um mundo wireless"! Pouco dá pra visitar os blogs queridos.

E vira e mexe eu vejo assuntos relacionadas a escolha da mulher em trabalhar fora ou ser dona-de-casa.

Lembrei disso também porque essa semana conversei com uma cremosinha que faz milhões de coisas (trabalha fora, faz inglês, faculdade etc)e dá conta de tudo. E vive inventando coisa pra fazer (e vai me meter em coisas pra fazer também, hahahaha).

E ontem eu li esse post do blog da @lolaspfc e resolvi escrever também, ué. Porque né, minha cara.

Mas como a questã toda é muuuuito complicada vou ficar bem no rasinho, certo.

Eu, quando mais jovem, queria ser juíza de direito e antes do 30 anos ter meu Jeep Cherokee branco. Sem ter casado nem ter filhos. Achava um bissurdo mulher que dependia de homem pra comprar calcinhas e dizia que isso eu nunca ia deixar acontecer comigo.

(Insira aqui suas gargalhadas. Isso pode rir, porque eu também tou rindo.)

Daí eu casei com 23 anos, já era mãe; e hoje tenho 4 filhos, não trabalho fora, não sou juíza nem tenho um Jeep Cherokee branco. Acho que com um ano de casada eu parei de trabalhar fora e acordamos, eu e Gomes, que ele trabalharia fora e eu trabalharia dentro.

E assim estamos até hoje.

Não digo que sempre são flores, porque situação nenhuma é, mas é o que nos serve bem. Eu e Gomes estamos sempre nos ajustando em relação ao que deve ser feito dentro de casa (principalmente quando ele está em casa) pra não pesar pra ninguém. A Raquelzinha vem uma vez por semana pra fazer o faxinão pesado (se bem que dezembro e janeiro ela tava de férias e eu fiz tudo sozinha e TCHANÃN a minha mão não quebrou).

(Ai, tô vendo Law & Order SVU e tou super distraída, hihihi).

HOJE não tenho vontade de trabalhar fora, não mesmo. Acho que não teria saco pra aguentar chefe, resolver problema dos outros, lidar com cobranças e pressões. Se bem que, olhando direitinho, eu tenho 5 chefes homens, lido com cobranças e pressões diariamente e vivo de resolver problemas dos outros. Mas esses outros são meus filhos e meu marido. Eu posso dobrar meus chefes com beijinhos e abraços =o).

"Ah", você me pergunta, "mas e a parte de depender do marido pra comprar calcinha??"
Então, amigue, DEPENDO MESMO. E sabe, isso não me envergonha nem me faz menos que outra mulher que compra calcinha com o próprio dinheiro. Grazadeus o Gomes é um moço bom. Não somos perfeitos nem casal de comercial, mas nos compreendemos. Basta saber que ele faz compra de roupa uma vez por ano (pra ele) e olhe lá, e pra mim ele faz quando eu peço. Não sou madame nem perdulária. Sei quando nós podemos e quando não podemos gastar. A prioridade é a família, e trabalhamos em favor da família.

Se eu gostaria de ter meu dinheiro? Opa, quem não gostaria? Mas se pra isso eu tivesse que deixar meus mininutudo em casa e não mais acompanhá-los de perto na vida, e tivesse que deixar de cuidar da minha casa... Sei lá.

Não digo que quem sai pra trabalhar e deixa as crias com outra pessoa faça errado. Mas PRA MIM não serve. Se bem que aí vem o papo de ser mais ou menas main e, quer ler algo bom sobre isso, vai aqui, ó, no blog da Marília.

Enfim. Tudo é, como eu disse, uma questão de escolha que a mulher faz pra sua vida, pra ser feliz. Posso dizer que eu estou feliz com a minha vida. Encaro meu trabalho em casa como TRABALHO mesmo. Às vezes é difícil; ô se é, quando os meninos estão com a macaca (se bem que Matheus tá quse todo dia com a macaca. A macaca; Ponte Preta; pegou? Tá, essa foi péssima, desculpa aê). Mas no geral, é o que gosto de fazer todo dia Gosto de levantar, ir fazer meu café, dar leite pros meninos, pensar no almoço... Não gosto de dar comida pra eles vai, é um saco. Gosto de chegar na sexta-feira (hoje =oP) e pensar no que vou inventar na cozinha no fim de semana. Gosto dessas coisas que pra outras mulheres pode parecer ridículo; uma ofensa até. *desculpa aí, amigas feministas, não me virem as costas*

Isso tudo serve pra mim; não tou botando regra do que acho certo pros outros; é só o que funciona pra mim.

Ah. Outra coisa. Mulher que fica em casa não sabe de tudo o que passa na TV, das novelas, dos programas femininos. Não é tudo burra, alienada ou só tem conversa sobre produto de limpeza, receita de bolo e filho. E também se for assim, quem se importa? Cada um com sua vida, certo? E mulher que luta pelos seus direitos não é tudo mal-amada ou mal-comida (como já li e muito por aí). Não é tudo maluca. E se for, também, hein? cada um com seu cada um. *pisc, como diz dona Tina.

14 comentários:

Ana Carla Benet disse...

Assino embaixoooo. Disse tudo. Cá pra nós, tb não tenho mais saco pra chefe, empresa, cartão de ponto!

Mas a gente rala um bocado em casa kkkkk

Bjo

Fala, Mãe! disse...

Adorei seu post Biazinha, muito sensato. E sabe, a vida é assim, como cada escolha tem suas vantagens e desvantagens, algumas pessoas gostam de jogar as "desvantagens" na cara de outras pessoas de escolha antagônica para se sentirem melhores, vejo direto isso.beijo, saudade de vc, viu?

Mari Biddle disse...

É isso aê, a gente conversa só sobre séquisso! Só espero que eu não ganhe um chutão bonito do Biddle que tô lascada. Cadê carreira, cadê dinheiro, cadê os pontos de interrogação deste teclado.

Mas sério, é uma pentelhação, né. Gente que olha torto porque a mãe saiu pra trabalhar fora, gente que olha enviesado porque a mãe não trabalha fora mas se esfola em casa e sem remuneração...eh, vida!

Mas eu vou fazer uma pressãozinha em ti - na sua bio quero ver adicionada, além dos minino, marido, plantar arvore e escrever um livro (ufa!) - o título de PhD. Só isso.


bjs

Patrícia Angélica Gonçalves Pereira disse...

Concordo plenamente! Gostaria eu, de poder cuidar da casa e da filhota em tempo integral. Infelizmente não posso e tenho que sair de casa todos os dias e bater cartão no escritório! Só reclamo de ter que trabalhar fora e cuidar da casa e do marido e dos filhos... E DE MIM QUEM CUIDA? oPS! Mas, falando sério, só queria ter mais tempo pra curtir minha filha. E tento ser a melhor mãe do mundo!!!
Bjs

Juliana disse...

Cada um no seu quadrado e vivamos uma vida linda,né?

Bia, eu , agora , nesse momento da minha vida, não teria uma vida como a sua. Não faz parte dos meus planos atuais, não combina com a pequena e ridícula dose de maturidade que tenho. Porque tem que ser ninja pra criar quatro criançsa, ter um marido e ainda ser alegre e lindona assim feito vc.
Pode ser que os meus planos mudem, que minha vida mudem ,não sei. Mas o que eu gosto é dessa possibilidade de escolher o que a gente quer, o que nos faz feliz.

ADOOORO esse seu blog, que é garantia certa de risadas boas.
bjo

Renata Olah disse...

Assunto polêmico, mas já decidido em minha cabeça! Fui criada "longe" da minha mãe, porque ela sempre foi workaholic e era quem trazia a "bufunfa" pra casa... tá, ótimo! Estudei em boas escolas, sempre tive tudo... mas não a tive sempre comigo! E eu juro que sinto falta dessa convivência que eu não tive! Sei da merda que é... e por isso não quero que meus filhos passem pelas mesmas coisas. Não quero parar de trabalhar, e sim montar um esquema onde eu possa atender em minha casa mesmo!! Aliar, conciliar tudo! Tomara que eu consiga.... assim, não fico na dependência do marido pra comprar calcinhas e nem faço dos futuros filhotes uns "órfãos de mãe viva", como eu fui! rss
Beijos, queridona!

Anônimo disse...

bia,
quer coisa mais chata que cartão de ponto, chefe , pressão, trânsito, reunião...? quem me dera só trabalhar em casa e cuidar dos filhos.
bjs
madoka

Ale Quejinho disse...

Nossa que blog mais lindo. Minha primeira vez por aqui e ja estou amando. Sou nova neste mundo e vim deixar um convite para visitar meu cantinho. Se gostar, me siga que ficarei honrada.
Ale

Anônimo disse...

É isso Bia,temos prioridades e se somos felizes com elas...!Eu tenho uma saudade enorme do tempo que passei em casa com as meninas...era divertido porque eu sentava pra brincar de casinha ou joquinhos e pra ver desenho animado! Antes dos quatro anos delas (quando já entregam legal qualquer um) não iam pra escola e é uma época importante pra formação. Mas cada um como pode, né? Depois o maridão precisou de uma força na loja e acha que euzinha ia deixar outra de secretária? Quanto mais que nos damos muito bem e lá se vão dezesseis anos de secretariado com pausa pra barriguinha da Aninha. As meninas sempre brincam que eu sou namorada do chefe e que o pai namora a secretária!
hihihi Agora tô precisando estudar porque somos autônomos e nunca se sabe, né? Posso precisar complementar a aposentadoria do chefe... Mas tá valendo! Ei, já te disse que morei no Rio?de 1976 a 1986. Obs. as meninas ainda não fizeram meu email, peraí que sai!
Gel de Floripa

Luana Cruz disse...

Adorei o texto!

Eu fui criada por uma mãe que sempre trabalhou, mas nunca senti minha mãe ausente! Sempre que precisei ela estava lá seja pra olhar meus cadernos, ir a reuniões de pais na escola etc.

Acho que depende de cada caso. Muitas mulheres sustentam suas casas (como foi o caso da minha mãe)e não tem um marido pra apoiá-las financeiramente. Nestes casos não tem como ser mãe em tempo integral.

Se vc me perguntasse hoje - Luana vc seria mãe em tempo integral? - eu diria que não. Quero ser mãe um dia, mas tb quero ter uma carreira profissional.

Na verdade o que interessa é felicidade, trabalhando em casa ou fora!

Bia, eu te admiro muito! Já te disse isso diversas vezes! Estamos com saudades de vc! Aproveita o carro novo e venha nos visitar no Rio!

Beijos

DaniMoreno disse...

tô contigo e não abro!!!!
E quer saber??!! Amo ser mãe de 4, dona-de-casa, esposa e dependente do marido!!!! rsrsrs. Amo. Ponto.

Acompanhar as crianças e poder criá-las integralmente não tem preço.

beijnhos procê gêmula!!!

Sika disse...

Oi, dorei tudo que escreveu.Também sou mãe de quatro e dona de casa, mas quem pede dinheiro aqui é marido rs, porque o dindim fica comigo(faço milagres para render).Minha família toda é daquelas que a mulher trabalha fora, sou um alienígena no meio delas. Mas adoro minha vida e não trocaria por outra de jeito nenhummmmm!!!!!
bjs

Patricia Scarpin disse...

Meu sonho é trabalhar DENTRO, sabia? Aliás, eu e João decidimos não ter filho justamente porque eu não quero ser mãe de final de semana. Prefiro não ter do que ter e deixar em escolinha/creche o dia inteiro. A minha infância foi super difícil (minha mãe morreu quando eu tinha 7 anos), fui criada largada e sozinha, e não quero que meu filho só me veja aos sábados e domingos.

Amei o teu post.

xx

Graziella disse...

Bia, eu admiro quem consiga viver bem e feliz como você sendo dona de casa. Nunca tive perfil pra isso. Detesto o serviço doméstico. E, mesmo que quisesse, não poderia não trabalhar, já que sou a única fonte provedora, né? Além disso, tenho pena do Gabriel se eu fosse mãe full time. hahaha Não bom pra nenhum dos dois. Sinto falta da vida fora de casa. Mas, se me fosse possível escolher, gostaria de ter um part time job, porque daria pra equacionar bem as duas coisas. Só que, como diz meu pai, o ótimo é inimigo do bom, né? E o que importa é a gente estar feliz com as escolhas que fazemos, sem culpa e sem maiores arrependimentos.

Beijos, linda.